Há muitos anos já vinha se observando a solidificação do comércio eletrônico. A logística melhorou, as ofertas aumentaram, os investimentos cresceram. Agora, é natural comprar online. Enquanto o e-commerce parou de ser novidade, o comércio local também perdeu espaço. O método tradicional de ir até o shopping ou as lojas da sua cidade e comprar o desejado ainda sobrevive, mas com menos força.
Encaremos deste modo: o comércio eletrônico virou uma tecnologia de conveniência. É mais conveniente ficar em casa e comprar o mais barato. É mais conveniente esperar um ou dois dias por algum produto que não seja de urgência (como eletrônicos e livros) chegar à sua casa do que ter de perder um tempo procurando, comprando e, em certos casos, transportando. É mais conveniente ter a privacidade da sua casa durante uma compra. É mais conveniente, então, utilizar o e-commerce.
Esse sucesso é uma reflexão, também, das características do mundo em que vivemos. A internet deixou de ser um fenômeno há muito tempo e passou a ser o padrão, a realidade. Somos, hoje, seres conectados. Nada mais natural que fazer nossas compras também conectados. O comércio local grita e reclama, mas pouco pode fazer. Hoje, toda e qualquer loja tem de ter um site. E este site, muitas vezes, também necessita ter uma seção dedicada às vendas.
Então, ao entrar na internet e começar a vender online, o fornecedor local ainda tem de enfrentar os gigantes. Enfrentar os populares sites de vendas, que oferecem tudo mais barato pelo simples fato de que podem arcar com lucros menores. Seu dinheiro vem da quantidade, não do preço. E o consumidor não se importa com isso, com justiça. Para ele, importa o preço, não o motivo de custar mais ou menos.
O comércio local não vai ser extinto. São 23 milhões de compradores eletrônicos, mas 190 milhões de brasileiros, 190 milhões de possíveis (futuros, presentes ou passados) consumidores. O comércio local vai se adaptar, como o ser humano fez em tantos outros casos. A oferta de produtos mudará, a internet ganhará espaço, é a mudança natural, mas a de serviços, por exemplo, pouco será afetada.
E, além disso, há pessoas que preferem o comércio tradicional porque sofreram com o e-commerce. Um médico pelotense de 49 anos é um exemplo. Acompanhe o seu caso aqui.
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