quinta-feira, 2 de junho de 2011

Le tour de Porto

Um tour pelas casas do Porto, zona de destaque na movimentada noite pelotense.

Um dos mais comuns comentários a serem feitos sobre Pelotas, por pessoas jovens, é a qualidade de sua vida noturna. Muitos estudantes vindos de outras cidades para cursar as faculdades pelotenses costumam admirar o número e a qualidade de bares e casas noturnas para uma cidade do tamanho de Pelotas. E um dos lugares favoritos é a região do Porto.

O tour começa pelos arredores da UCPel, na Gonçalves Chaves, que sempre está movimentada e possui bares dos dois lados da rua. A popularidade, consideravelmente aumentada devido aos alunos da faculdade no turno da noite, que saem das aulas e já pensam no seu lazer, é tanta que muitas vezes a rua acaba interditada, e os carros, empilhados por muitas quadras. Restaurantes e lanchonetes - como o Circulu's, ponto de lanches mais popular da cidade - enchem noite após noite, motivados pelo trânsito dos alunos.

Descendo em direção ao Porto propriamente dito, encontramos a vida movimentada tão elogiada pelos alunos de fora. Pela Benjamim Constant, de frente um para o outro, dois bares bem distintos. Enquanto o Wong se destaca pelo seu público-alvo fã de rock n' roll e interessado em conversar e beber uma cerveja, o Porto do Chopp se destaca por ser um "bar da moda". De quinta a domingo, enche até não sobrar espaço para o público nem na calçada. Oferece música ao vivo, comidas típicas de bar - como batatas fritas, polentas fritas, linguiça fina - e destaca-se pelo seu apelo com todos os tipos de pessoas.

Ainda mais além, paramos numa das casas noturnas mais interessantes da cidade. O Luna Porto Design, que é uma das únicas casas da cidade concentrada em música eletrônica e abre quartas e sábados, abriu em 2010 arrematando todos órfãos de outras casas, hoje extintas. Não durou muito sua popularidade, o movimento caiu, mas após uma reinauguração em 2011, voltou a ser falado e procurado pelos jovens - às vezes até jovens demais.

Para terminar, por que não destacar o bar mais "caseiro" do Porto, e, talvez, da cidade de Pelotas? O Papuera Bar, na Alberto Rosa, costuma ser o destino constante de seus fiéis frequentadores. Com uma identificação parecida ao do Wong, mas com visual mais aconchegante, o Papuera também chama a atenção pela popularidade dos seus garçons e dono. Seu famoso pastel logo será acompanhado de um chopp artesanal feito sob encomenda. Em junho, o Papuera fecha acordo com a cervejaria artesanal Süden Bier, e torna-se o primeiro estabelecimento pelotense a servir cervejar artesanal.

A qualidade tão espalhada das noites pelotenses pode se diferenciar para os mais variados lugares do território da cidade. Mas não há nenhum que se compare ao Porto quando o assunto é bares e movimento. Seja ouvindo um rock no Wong ou Papuera, ou partindo para as segundas intenções no Porto do Chopp e na Luna Porto, o certo é que indo em direção ao Porto, não há noite desanimada. Confirmado pelos pelotenses, admirados pelos forasteiros.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Os donos do mundo

A ser realizada no dia 14 de julho de 2011, a Conferência Anual da IAMCR (em português, Associação Internacional de Estudos de Comunicação Social), em Istambul, na Turquia, é parte de um dos maiores esforços de pesquisa na área de pesquisa em comunicação no mundo. A organização, estabelecida em 1957, buscam fortalecer e incentivar a participação novos pesquisadores, além de divulgar o interesse pela mídia e comunicação.

Este ano, mais de 2.300 artigos foram enviados à organização para o evento de julho, com grande destaque às áreas de comunicação cibernética, mobilidade e comunicação em grande escala através da internet. Todos, sem coincidência alguma, fenômenos do século 21.

Organizada um ano em cada lugar, a conferência também tem como objetivo analisar e diagnosticar o estado atual da cidade em que é realizada, como a conectividade no dia-a-dia dos cidadãos, o que a comunicação oferece no dia-a-dia e a cultura de massa e o que pode ser explorado por isso na mídia. O IAMCR incentiva ainda o desenvolvimento da pesquisa e o estudo sistemático nas áreas de recepção, produção e transmissão na mídia.

A organização alcançou sua popularidade após mais de 50 anos trabalhando no meio da comunicação e incentivando seu crescimento. Hoje, tem uma conferência forte e de importante comparecimento anual por comunicadores e pesquisadores. Com milhares de artigos, ainda é o carro-forte mundial de produção de conteúdo e pesquisas na área de comunicação.

A aplicação prática de suas análises e pesquisas trouxe benefícios ao mundo nos mais diversos patamares da cultura midiática. A comunicação de massa ganhava quando era popular e dependia de pesquisas inovadoras. Hoje, a comunicação e conexão cibernéticas ganham, atuando como o principal meio de análise.

A importância da IAMCR expõe o que muito foi dito no século XX e é palpável hoje. Informação é poder. E informação é comunicação. As pessoas que desenvolvem a comunicação, pesquisam conteúdo, são os criadores de algo mais - eles ditam padrões e criam alternativas num mundo repleto de mesmice e falta de saídas.

No IAMCR, reúnem-se alguns dos principais nomes da comunicação e pesquisa no mundo. O modo de expôr informação passa antes por eles, ou sai de suas cabeças. Em julho, na Turquia, estarão discutindo e conversando, em uma conferência imperdível, algumas das brilhantes mentes desse mercado. Em julho, na Turquia, por que não?, reúnem-se os donos do mundo.

Gabinete digital no Rio Grande: inovação ou risco?

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e sua equipe, inovaram lançando um site que permite a comunicação da população com o governo do estado, no dia 24 de maio. Nomeado de Gabinete Digital, o site permite a conexão e a participação do público com as políticas e iniciativas do governo.

No evento de lançamento, compareceram 200 pessoas, entre elas blogueiros e tuiteiros do estado. O coordenador do projeto do Gabinete, Vinicius Wu, destacou a interatividade e a promoção do software livre no site, além de uma "renovação da democracia e fortalecimento da cidadania com a apropriação tecnológica".

Tendo como exemplo os governos da Alemanha, onde a chanceler Angela Merkel dispõe de um canal de comunicação com o público, e as iniciativas de Barack Obama na sua corrida presidencial de 2008, o Gabinete apresenta mais de uma forma de comunicação com o governo, todos partindo do princípio de perguntas, respostas e sugestões.

Mais exposição, mais cobrança

Enquanto é exemplar a exposição do governo para o tratamento com o público, também devemos chamar atenção ao custo que isso pode ter a longo prazo com a compreensão do povo quanto ao Gabinete Digital. Se as sugestões de milhares de pessoas não forem acatadas, a popularidade do projeto cairá. Com a popularidade do projeto em queda, também é afetada a imagem do governo, e assim por diante, até afetar o próprio idealizador, o governador Tarso Genro.

Temos um exemplo milenar de prestação de contas à sociedade: a casa real da Inglaterra, há muitos anos, publica integralmente seus gastos no fim de cada ano fiscal. Não por acaso, são vítimas de críticas em alguns casos, mas, hoje, com a aprovação do povo inglês, sabem administrar com perfeição seus gastos e também posicionar-se quanto a críticas.

O Gabinete Digital seria uma forma alterada desse comportamento, deixando espaço para as críticas, sem a prestação de contas. A população, no geral, pode aprovar ter onde se comunicar, tendo a expectativa de obter resoluções ao que considera errado. Mas não vai custar muito tempo até cobrar respostas, gastos e explicações no mesmo site. O Gabinete Digital é uma inovação a ser comemorada, mas apenas com boa administração será celebrada pelo governo.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Matéria editada - Gibis - Renan Silva

Texto Original:

Bento XVI em mangá

Mangá em gibi será distribuído em evento com jovens


Jovens e o Papa Bento XVI estão mais próximos. Através da criação de uma versão mangá em gibi, a imagem do alemão será distribuída na Jornada Mundial da Juventude, criada pelo Papa João Paulo II em 1985.


Na capa de Habemus Papam, nome da revista em quadrinho, o pontífice aparece com uma imagem carismática, próximo a jovens que erguem bandeiras de diversas nacionalidades. A ideia da revista, que será distribuída na Jornada Mundial da Juventude, de 11 a 15 de agosto, em Madrid, tem a finalidade, também, de mostrar que a Igreja não teme a modernidade.


- O mangá cobre uma grande quantidade de temas e muitos gêneros. Queremos usar o mangá como uma ferramenta para mostrar aos jovens e ao mundo que a Igreja não lhe teme a modernidade nem a cultura que muda - explicou Jonathan Lin, diretor da Atiqtuq, a companhia produtora do gibi ao estilo mangá "Habemus Papam".


Habemus Papam irá contar a vida de Bento XVI, desde sua eleição como Papa. O responsável pelo conteúdo é um estudante da americano, da Califórnia, Gabrielle Gniewek. Estarão presentes na oportunidade cerca de 300 jovens de vários países.


Texto Editado:

Bento XVI em mangá

História em mangá será distribuída em evento com jovens


Jovens e o Papa Bento XVI estão mais próximos. Através da criação de uma história em quadrinhos no estilo japonês de mangá, a imagem do alemão será distribuída na Jornada Mundial da Juventude, de 11 a 15 de agosto, em Madrid, criada pelo Papa João Paulo II em 1985.


Na capa de Habemus Papam, nome da obra, o pontífice aparece com uma imagem carismática, próximo a jovens que erguem bandeiras de diversas nacionalidades. A revista tem a finalidade de mostrar que a Igreja não teme a modernidade.


“O mangá cobre uma grande quantidade de temas e muitos gêneros. Queremos usar o mangá como uma ferramenta para mostrar aos jovens e ao mundo que a Igreja não lhe teme a modernidade nem a cultura que muda”, explicou Jonathan Lin, diretor da Atiqtuq, a companhia produtora do gibi no estilo mangá Habemus Papam.


Habemus Papam irá contar a vida de Bento XVI a partir da sua eleição como Papa. A responsável pelo conteúdo é uma estudante americana da Califórnia, Gabrielle Gniewek. Estarão presentes na Jornada Mundial a Juventude cerca de 300 jovens de vários países.


terça-feira, 26 de abril de 2011

Maurício pegou seu celular e conferiu as mensagens de texto. Apenas uma. "Seu imbecil". Triste, apagou a mensagem e resolveu conferir seus e-mails. De cara, mais uma intimidação. Cerca de 20 novos e-mails, todos com mensagens ofensivas e ameaças de colegas de aula. Magoado, deixou o computador de lado e se aprontou para ir a aula, encarar aqueles mesmos colegas que haviam apelado para ofensas e ameaças.

Maurício faz parte de um relato fictício, mas pode ser qualquer menor de idade sofrendo cyberbullying. Se o bullying - que é o nome dado à intimidação e humilhação de crianças e adolescentes por outros da mesma faixa etária - já era um problema físico, agora seguiu o padrão mundial e virou virtual. A sua versão cibernética utiliza a internet, aparelhos eletrônicos e dispositivos tecnológicos para atormentar os jovens, partindo de ataques diretos ou apoiados de outros parceiros.

O bullying não é uma novidade. Prática comum em colégios, as crianças privilegiadas fisicamente costumam descontar qualquer frustração em cima de seus colegas menores ou introspectivos. Muitas vezes, a humilhação continua por anos até a formatura, mas, recentemente, as vítimas responderam da pior forma. Nos Estados Unidos, onde não só o bullying é comum como até os anos 90 tratado como algo normal, os alunos vitimados escolheram tomar a própria vida, e, em alguns casos, a dos colegas.

Já o cyberbullying, que pode ter os mesmos resultados, como o suicídio e a reação desproporcional por parte das vítimas, ainda deixa de ter escapatória. Qualquer colega com o telefone ou e-mail de suas vítimas pode aproveitar para atormentá-lo constantemente. E as escolas ainda não podem fazer nada. Seu controle se restringe a seus domínios. Fora do território escolar, os valentões estão livre para agir como bem entenderem.

Tudo é facilitado pelo horizonte que a internet proporciona. É fácil ridicularizar e humilhar outros escondidos pelo anonimato e distância física. Pela utilização de redes sociais, imageboards e fóruns, o bully ainda intimida qualquer um que discorde de sua conduta. O leque de opções deixa de ser apenas conhecidos e vira-se para todo aquele que estiver ao alcance.

Resolvendo o problema

Mais de um site é dedicado à conscientização para o problema do cyberbullying. Iniciativas como a STOP Cyberbullying, concentrada em acabar com o problema, tornaram-se comuns, mas o próprio site diz que a educação dada pelos pais às crianças é a principal iniciativa. Sites de acusações anônimas também foram criados, e, desde 2010, há uma crescente utilização.

Mesmo com a resolução em um futuro turvo, o importante é ensinar as crianças que sempre há solução. O tempo resolverá, ou buscar a ajuda de adultos e autoridades em casos mais extremos pode ser benéfico. O importante é manter a calma e buscar resolver. Os conselhos mais piegas podem ser os melhores em alguns casos. Nesse, é simples: tudo ficará bem.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Site da UCPel passa por remodelação

Às 17h30min de segunda-feira, dia 4 de abril, no Campus I, se deu o início de uma nova fase no ambiente cibernético da Universidade Católica de Pelotas. Investindo em uma nova estratégia de comunicação digital, buscando melhor relacionamento com o público, o novo site da UCPel entrou no ar.

A UCPel não é novata no trabalho tecnológico e cibercultural. Desde 1998 a universidade possui um portal, que já havia passado por remodelações em 2000 e 2007 - última versão esta que estava no ar há 4 anos -, e agora completa uma nova etapa na reestruturação de suas ferramentas. Uma das principais novas características é o uso de vídeos e podcasts na página principal, renovando o visual e a funcionalidade do site.

A universidade já possuia meios de conexão com o público por redes sociais, com contas no Facebook, Orkut, Twitter e um canal no Youtube. Com o novo site, os responsáveis esperam interconectar seus diferentes meios em um canal principal - o portal da UCPel.

Visualmente, o site também sofreu sua maior renovação até agora. As informações organizadas em tabelas deram lugar a uma exploração mais moderna da página principal, lembrando a renovação de sites como o da empresa de telecomunicação britânica BBC, dando lugar a links mais variados e imagens mais interessantes substituindo textos longos.

O investimento na imagem digital da UCPel segue uma onda que não é mais novidade, mas não deixa de ter importância relativa na exploração do contato com o público pela internet. A UCPel, com isso, busca se atualizar e demonstrar sua força tecnológica no meio acadêmico, atraindo inclusive futuros estudantes.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gincana - 2

Pensando em motivar a cultura cervejeira, espalhar seu hobby entre possíveis interessados e se reunir para aproveitar uma boa cerveja, a Acerva Gaúcha (Associação dos Cervejeiros Artesanais - RS) estará organizando a 5ª edição do Encontro Aberto da Acerva Gaúcha, neste domingo, dia 17 de abril, em Porto Alegre.

Seguindo o padrão estabelecido nos eventos anteriores, será oferecido almoço e uma série de cervejas artesanais, caseiras e de microcervejarias. Os ingressos já estão sendo vendidos, a R$60 (masculino) e a R$40 (feminino) até o dia 9 de abril. Após esta data, passarão a R$70 e R$50, respectivamente.

Entre as cervejarias confirmadas no evento, a pelotense Süden Bier e a porto-alegrense BSG vão levar também suas próprias cervejas, para adicionar às 30 já garantidas pela Acerva. "Levando nossa escura Alpaca e a red ale Irish Flyin' Kick, não tem como alguém reclamar da qualidade das bebidas", brincou Natan Fonseca, da Süden Bier. "Realmente, é um evento muito importante para disseminar a cultura. Nós mesmos, da Süden, não somos membros da Acerva, mas não poderíamos faltar."

A previsão é de total venda dos ingressos, e contando também com uma participação recorde do público feminino. Cidades como Novo Hamburgo organizam inclusive ônibus para presenciar com grande número o evento.

O 5º Evento Aberto da Acerva Gaúcha será na Casa do Gaúcho no Parque da Harmonia, com pontos de vendas nos bares porto-alegrenses Biermarkt, Apolinário, Lagom, Weiss e Shamrock. Mais informações através do site da Acerva e no twitter @acerva_gaucha

Gincana

Estréias da semana:


RIO – o filme conta a história de Blu, uma arara azul criada em cativeiro em Minnesota que parte em uma viagem em direção ao Rio de Janeiro para conhecer a sua terra de origem e tentar conquistar a companheira de excursão, a adorável Jewel. Dirigido por Carlos Saldanha, brasileiro radicado nos Estados Unidos e mente por trás de filmes como a trilogia Era do Gelo, o filme explora os gráficos 3D e diversão direcionada a jovens fãs de animações.

Site oficial: http://www.rio-ofilme.com.br/

Trailer: http://www.imdb.com/video/imdb/vi470260249/


Born to be Wild – narrado por Morgan Freeman, o documentário acompanha o trabalho do primatologista Dr. Birute Galdikas, e nos apresenta a experiência de salvar orangotangos e elefantes órfãos da morte certa, sua reabilitação selvagem e o retorno ao habitat natural. O filme foi produzido para os cinemas IMAX e gravado em 3D, buscando proporcionar a maior aproximação já vista à vida selvagem.

Site oficial: http://www.imax.com/borntobewild/

Trailer: http://www.imdb.com/video/imdb/vi2621806873/


Estréia mundial no segundo semestre:


Harry Potter and the Deathly Hallows (Part 2) – o filme final da série Harry Potter chega aos cinemas em julho, encerrando a história do jovem bruxo que busca salvar o mundo mágico e sua própria vida do bruxo das trevas Lord Voldemort. Em plena guerra, Harry, Hermione e Ron vão atrás das Horcruxes, artefatos mágicos que possuem partes da alma de Voldemort, tornando-o praticamente imortal, para destruí-las e lutar a batalha final contra os exércitos do mal. Filmado em duas partes, devido à impossibilidade de reduzir o tamanho do livro que originou o roteiro, ela acaba também com uma série das mais lucrativas do meio cinematográfico na história.

Site oficial: http://harrypotter.warnerbros.com/

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cervejaria pelotense lança nova cerveja

Segunda-feira, dia 4 de abril, a micro-cervejaria pelotense Süden Bier lançou sua nova cerveja no mercado. Denominada Alpaca Brew, a cerveja segue o estilo stout, de cervejas pretas, e é a primeira escura a entrar para a carta da Süden Bier.

A micro-cervejaria mantém um restaurante no porto de Pelotas, na rua Alberto Rosa, aberto em 2010, no mesmo local onde é produzida toda sua cerveja. "A Süden quer dominar todos os estilos de cerveja que possam ser bem recebidos na nossa cidade", disse Maurício Thiel, cervejeiro responsável pela criação da receita da Alpaca Brew, no anúncio desta segunda-feira. "Nesta cerveja escura especificamente, quis explorar os sabores de caramelo e chocolate que podem tanto acrescentar a uma cerveja."

O beer sommelier Jorge Gitzler presidente da Acerva Gaúcha (Associação dos Cervejeiros Artesanais - RS), presenciou o anúncio na cervejaria e celebrou o avanço das cervejas artesanais e especiais em Pelotas. "É genial! Já tinhamos a Original Bier em Pelotas, e agora temos a consolidação da Süden nos últimos anos. Pode-se ver que a evolução de Porto Alegre vem respingando aqui, e em todo interior."

Em Julho de 2010, a cervejaria foi premiada pela sua Lhama Brew, uma cerveja do tipo barleywine, de alta fermentação e produção assemelhada a vinho. Ela foi a melhor colocada na categoria do estilo no V Concurso Nacional de Cervejas Artesanais, que ocorreu em 2010 em Porto Alegre. No mesmo ano, foi eleita pela Acerva Gaúcha a cervejaria do ano do estado, e ficou em terceiro lugar na votação conjunta das Acervas brasileiras.

A nova cerveja pode ser encontrada em bares especializados e no restaurante Süden Bier, que recebe e entrega encomendas acima de vinte garrafas, através do e-mail vendas@sudenbier.com. A micro-cervejaria hoje oferece cinco tipos de cerveja diferentes durante o ano todo e duas cervejas sazonais, produzidas apenas durante os dois últimos meses do ano.

Assessoria: Nova cerveja da micro-cervejaria Süden Bier

Nesta segunda-feira, dia 4 de abril de 2011, foi lançada a nova cerveja especial da micro-cervejaria pelotense Süden Bier. A cerveja, do tipo stout, obedece a lei de pureza alemã de 1516, que estabelece a utilização de apenas malte, água, lúpulo e fermento na execução da bebida, e foi chamada de "Alpaca Brew".

A Alpaca Brew foi criada utilizando uma série de maltes diferentes, com destaque para os maltes de caramelo e chocolate, desenvolvendo uma cerveja encorpada, saborosa e ideal para beber acompanhado de doces e sobremesas. A receita é do cervejeiro Maurício Thiel, membro do grupo de mestres da Süden Bier e premiado em 2010 pela criação da Lhama Brew, campeã do estilo barleywine no V Concurso Nacional de Cervejas Artesanais brasileiro.

A Alpaca junta-se a uma série de cervejas especiais de diferentes tipos na carta da cervejaria. Além da premiada Lhama, ainda são produzidas durante todo o ano a red ale Velho Caolho, a lager Bastarda Arrogante 120' e a strong golden ale Loving Devil. Junto com as regulares, durante o fim de ano ainda são produzidas as barleywines Leftover 90' e Oktober Brew.

A micro-cervejaria Süden foi fundada há três anos por quatro cervejeiros artesanais e desde então acumula títulos e reconhecimento no cenário cervejeiro do Brasil. Vendendo em Pelotas suas cervejas desde 2009, também abriu recentemente um brewpub junto à sua cervejaria onde serve culinária gourmet com harmonizações e sua própria carta de cervejas.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Roubo eletrônico

Na série de matérias, vimos como o e-commerce ganhou terreno e suas vantagens, mas não exploramos as suas desvantagens. Para tanto, entrevistamos o médico pelotense R. O.*, de 49 anos, e que sofreu nas mãos de criminosos virtuais, perdendo mais de 25 mil reais. As investigações que estão sendo realizadas neste mês indicam um envolvimento de compras online.

Jornalismo Digital - Quando você percebeu o crime?
R. O. - Agora, em março, dia três, estava acessando normalmente minha conta bancária do Banrisul através do meu notebook e percebi uma série de transferências que eu nunca tinha feito. Elas datavam desde janeiro de 2010 até novembro, mais de 100, cada uma tirando de duzentos a trezentos reais. Perdi, no total, quase 30 mil.

Na investigação da polícia, admitiram o envolvimento do crime com uma compra pela internet. O que lhe foi dito?
Sempre comprei pela internet. Meu filho foi um fator determinante, ele tem 20 anos e compra desde 2005 vários livros, eletrônicos. Eu percebi como era fácil e por vezes até ficávamos juntos durante a noite assistindo televisão e procurando pechinchas. O que me disseram, inclusive, depois que mandei procurarem por vírus no meu notebook, foi que estavam me monitorando, observando minhas transações, e pensaram: "Ei, esse cara tem dinheiro". Aí foi fácil, obtiveram meu cartão e senhas com um programa que eu não saberia dizer o nome e tiraram aos poucos para eu não perceber.

Mesmo com os procedimentos de segurança dos sites?
Sinceramente? Não acho mais que eles sirvam para muita coisa. Você digita seu cartão, certo? Meu filho disse, existem programas que podem saber o que você digita [keyloggers]. Não deve ter muito segredo perceber um número de cartão de crédito. Não deve ser nada difícil acessar uma conta virtual depois de ter o cartão. Aconteceu comigo e perdi 30 mil reais.

Você não tem medo de acontecer mais uma vez?
Não uso mais o meu cartão para as compras, mas também não posso parar de comprar. Tem coisas que só achamos online. Se tenho medo de acontecer? Claro. Quem gosta de perder dinheiro? Mas agora uso o cartão do meu filho. Deposito exatamente a quantia que vou gastar e utilizo o dele. Se ele sofrer o mesmo golpe, ele vai perder muito menos. Ele também sabe se proteger melhor. A geração dele é mais interessada nessas coisas. Eu só quero comprar com facilidade.

* - O médico pediu para não ser identificado, devido à exposição de valores.

Impacto no tradicional

Há muitos anos já vinha se observando a solidificação do comércio eletrônico. A logística melhorou, as ofertas aumentaram, os investimentos cresceram. Agora, é natural comprar online. Enquanto o e-commerce parou de ser novidade, o comércio local também perdeu espaço. O método tradicional de ir até o shopping ou as lojas da sua cidade e comprar o desejado ainda sobrevive, mas com menos força.

Encaremos deste modo: o comércio eletrônico virou uma tecnologia de conveniência. É mais conveniente ficar em casa e comprar o mais barato. É mais conveniente esperar um ou dois dias por algum produto que não seja de urgência (como eletrônicos e livros) chegar à sua casa do que ter de perder um tempo procurando, comprando e, em certos casos, transportando. É mais conveniente ter a privacidade da sua casa durante uma compra. É mais conveniente, então, utilizar o e-commerce.

Esse sucesso é uma reflexão, também, das características do mundo em que vivemos. A internet deixou de ser um fenômeno há muito tempo e passou a ser o padrão, a realidade. Somos, hoje, seres conectados. Nada mais natural que fazer nossas compras também conectados. O comércio local grita e reclama, mas pouco pode fazer. Hoje, toda e qualquer loja tem de ter um site. E este site, muitas vezes, também necessita ter uma seção dedicada às vendas.

Então, ao entrar na internet e começar a vender online, o fornecedor local ainda tem de enfrentar os gigantes. Enfrentar os populares sites de vendas, que oferecem tudo mais barato pelo simples fato de que podem arcar com lucros menores. Seu dinheiro vem da quantidade, não do preço. E o consumidor não se importa com isso, com justiça. Para ele, importa o preço, não o motivo de custar mais ou menos.

O comércio local não vai ser extinto. São 23 milhões de compradores eletrônicos, mas 190 milhões de brasileiros, 190 milhões de possíveis (futuros, presentes ou passados) consumidores. O comércio local vai se adaptar, como o ser humano fez em tantos outros casos. A oferta de produtos mudará, a internet ganhará espaço, é a mudança natural, mas a de serviços, por exemplo, pouco será afetada.

E, além disso, há pessoas que preferem o comércio tradicional porque sofreram com o e-commerce. Um médico pelotense de 49 anos é um exemplo. Acompanhe o seu caso aqui.

Virtual e exponencial

Você liga o computador. Abre seu navegador favorito. Acessa o Twitter, talvez o Facebook. Faz uma checagem rápida da caixa de e-mails, confere as notícias locais e do mundo, pára por um segundo e pensa se esqueceu alguma coisa. Então, lembra: eu estava realmente precisando de X. Abre uma nova aba, acessa um site de busca ou de comparação de preços e começa a comprar. X, nesse caso, pode ser qualquer produto, mas o meio de encontrá-lo vai ser o mesmo: a internet.

O e-commerce, ou comércio eletrônico, é o nome que define a prática de compra através da web. Desde 2004, quando faturou R$ 1,75 bilhão, o e-commerce nacional cresceu em uma escala gigantesca. O mercado amadureceu, teve mais lucro ano após ano, e, em 2010, venceu todas as expectativas - que previam entre 20 e 30% de aumento comparado a 2009 - e atingiu 40% de crescimento em um único ano, chegando aos R$ 14,8 bilhões. O ano de 2011 é encarado, já, como promissório. A expectativa, desta vez, é de um lucro de R$ 20 bilhões.

O número de consumidores também atinge níveis inesperados. Foram registradas 40 milhões de compras no ano de 2010, partindo de 23 milhões de consumidores. Em média, os compradores gastaram R$ 373 com cada compra. Entre os produtos mais procurados estão eletrodomésticos, livros, produtos de informática, eletrônicos, produtos cosméticos e medicamentos.

Um dos motivos para tanto acréscimo na quantidade de vendas são as inúmeras vantagens oferecidas. Uma loja online, por exemplo, está sempre aberta. Imagine mais esta situação: saiu do trabalho às 19h e encontrou o comércio da sua cidade fechado? Sem problemas. Em vez disso, acessa o Submarino (um dos mais populares sites de compras do Brasil) e escolhe com calma e tranqüilidade aquele livro que estava interessado há dias. Na saída, mais comodidade: rapidez na cobrança e segurança na hora de colocar o número do seu cartão de crédito.

Não bastasse essa praticidade, ainda há a diferença de preço. Eliminando o intermediário, o consumidor acaba pagando apenas pelo produto e pela entrega, e quase sempre termina por ser mais barato que nas lojas tradicionais. No exemplo citado, um livro, que custou menos comprado pela internet e entregado em até dois dias foi muito mais fácil do que ter ido até a livraria e comprado na hora. E você só esperou chegar. Sem precisar sair de casa.

A nova geração compra muito. E agora, compra muito pela internet. É fácil perceber. Mais um dado interessante: ao perguntar, rapidamente, para quatro jovens entre 20 e 22 anos por que eles compravam na internet todos deram a mesma resposta: "É mais prático, mais barato e mais fácil". No entanto, toda ação tem uma reação. O e-commerce cresceu. Como ficou o comércio tradicional?

terça-feira, 22 de março de 2011

Artesanal na Capital

O mercado de cerveja artesanal cresce no país, esquentando o comércio de cervejas especiais, com destaque para o estado.


Maltes, água, lúpulo e fermento. Enquanto a composição de uma cerveja é simples, há muito mais para aqueles que a tomaram por hobby. A produção de cerveja artesanal no Rio Grande do Sul cresceu muito nos últimos anos, e essa evolução e potencial motivam interessados no assunto.

Enquanto a cerveja artesanal cresce no país, ela também não deixa de ser um cenário de potencial, não de solidez. O atraso para a participação dos brasileiros nesse meio deve-se muito à cultura brasileira, onde as grandes cervejarias dominam. “O cenário atual é promissor. É um nicho de oportunidades, mas onde existe muito empirismo. O tempo vai moldar os padrões deste consumo no Brasil”, diz Eduardo Boger, médico de 42 anos, residente em Porto Alegre, que faz cerveja desde 2003 e em 2005 estabeleceu a cervejaria artesanal BSG com dois amigos.

Além da BSG, em Porto Alegre ainda há uma série de cervejarias artesanais ou micro-cervejarias de expressão, como a Coruja, a Whitehead, a Proust Bier e muitas outras. Em Pelotas, o cenário é muito mais limitado. Apenas duas cervejarias artesanais, a Süden Bier e a Mondi Bier, e uma micro-cervejaria, a Original Bier, se destacam.

“Pelotas não tem um potencial tão grande quanto Porto Alegre, mas eu não acho motivo nenhum pelo qual uma cervejaria não poderia ser bem sucedida aqui na cidade”, diz Maurício Thiel, cervejeiro da Süden Bier, fundada em 2010 junto de outros quatro amigos. “Além de nós [da Süden Bier], conhecemos muitas pessoas interessadas por cerveja. Temos que motivar o pessoal a provar, não podemos desistir sem tentar.”

Eduardo complementa: “Embora as grandes cervejarias dominem, são produtos distintos [cervejas populares e artesanais]. O carro popular chinês vai tirar espaço de quem anda de SUV? Não. Quem consume um, eventualmente consume outro, mas são focos distintos. A cerveja de consumo massivo apóia-se no marketing com apelo comportamental e inclusive sexual. A cerveja artesanal oferece qualidade e sabor.”


Negócio ou hobby?

Diferente dos Estados Unidos, um dos mais sólidos mercados de cervejas especiais, no Brasil é raro achar tantas opções. Lá, inclusive pelo tamanho do país, cervejarias são produtos locais, cada estabelecimento abastece uma cidade, mas sem excluir as grandes indústrias. Aqui, os cervejeiros se concentram em grandes cidades e nas capitais, como Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, e são minoria, apagados pelo monopólio das grandes cervejarias.

Do exterior, no entanto, podem-se citar as inspirações de quase todos cervejeiros. “Eles fazem uma fusão do tradicional com uma leitura muito particular, assimilando a cultura e ingredientes locais. Avery, Dogfish Head, Deschutes, Sierra Nevada, Russian River, Revolution, entre tantas outras que se destacam, são grandes cervejarias”, diz Eduardo. “Quando fazemos cerveja, nos baseamos no estilo da Brooklyn, de Nova York, da Chipswick, de Londres, e das cervejarias belgas e escocesas, como a Duvel, a Chimay e a Brew Dog.”, afirma Maurício.

De lá, também, vem o exemplo que Eduardo acha que os brasileiros cervejeiros devem seguir, para continuar imaginando um futuro promissor para seu hobby. “Os americanos estão trinta anos na frente. Eles têm uma forte influência de escolas inglesas e belgas, aqui no Brasil pensamos ainda que cerveja seja coisa de alemão”, diz. “Tem que acabar essa confusão, para mostrar que, realmente, a cerveja artesanal é um produto diferenciado.”

As cervejas artesanais e micro-cervejarias brasileiras crescem como nunca no mercado brasileiro, mas são apenas mais um reflexo da economia em ascenção do país. No futuro, talvez tenhamos, realmente, um público interessado em cervejas de alta qualidade, e o monopólio das grandes fábricas terminem. Enquanto isso, os apaixonados pela bebida, como os cervejeiros da BSG e da Süden Bier, resistem, sempre concentrados na qualidade do que servem: cerveja especial, diferenciada, feita à base de malte, lúpulo, água e fermento.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Embate ministerial: reforma prejudicada

Discussão sobre lei causa demissão de funcionário e incerteza no Ministério da Cultura.

A reforma da lei que cuida dos direitos autorais brasileiro transformou-se em um embate no Ministério da Cultura, com a guinada orquestrada pela ministra Ana de Hollanda. A partir da substituição de Marcos Alves de Souza, ex-diretor de Direitos Intelectuais do MinC, pela advogada Marcia Regina Barbosa, a reforma tomou uma nova orientação, sendo favorável à ministra na formulação da legislação.

Marcos de Souza preparava o projeto desde 2009 - inclusive passando por consulta pública - com uma série de aperfeiçoamentos na proteção ao autor e no sentido de trabalhos compartilhados e com destaque à atuação da cultura em rede cibernética. A ministra Ana de Hollanda ofereceu uma mudança de cargo a Souza, que negou e preferiu pedir a demissão. Marcia Regina é favorável aos ideais da ministra, que incluem o apoio à limitação das mudanças.

Enquanto a disputa pode ser considerada um retrocesso na construção de uma consciência cultural coletiva - explorando os novos meios de comunicação -, a decisão ministerial não passou despercebida. Dentre os protestos, amplas críticas ciberculturais e a ameaça de afastamento de 16 funcionários do Ministério da Cultura.

A briga é mais antiga que a situação atual. Com o novo governo, o padrão internacional de licenciamento de propriedade intelectual parou de ter o respaldo ministerial, e a confusão iniciou com a mudança de decisões da ministra, que, a princípio, apoiava os esforços em relação à reformulação da lei dos direitos autorais, desde que passasse pela criação de um órgão responsável pela distribuição de royalties para artistas.

O próprio governo derrubou a idéia da nova instituição regulamentadora, idéia defendida pela equipe de Marcos de Souza e rebatida principalmente por gravadoras, editoras e inclusive a Academia Brasileira de Letras. Marcos foi deixado para resolver sozinho as vozes contraditórias, que acabou gerando sua queda da diretoria.

A ministra não ignorou apenas o fato da reconstrução da lei, mas preferiu tomar o lado das vozes contraditórias, que incluiam instituições ligadas fortemente ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação de Distribuição), órgão governamental que sofria o maior dos baques com a reforma. Possivelmente assustada com a repercussão entre grandes forças políticas, a ministra tomou as rédeas da situação - demitindo o diretor e colocando uma nova responsável, desta vez, favorável às suas pressões e opiniões.

A principal polêmica ainda não tem previsão de resolução, na qual o único projeto preparado ainda é o produzido pela equipe de Marcos de Souza, e a mudança de direção não prevê a releitura de extensivas pesquisas já feitas. O episódio foi sumariamente resolvido eliminando o elo mais fraco da disputa, e não tem, ainda, no horizonte, resolução favorável a todos os lados.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Inevitável Mundo Novo

Revoltas árabes e sua velocidade de alcance ao ocidente impressionam o mundo.


O inconformismo no mundo árabe tratou de mudar o panorama que há muitos anos continuava sendo constante. Desde o dia 14 de janeiro, revoltas populares derrubaram os ditadores Zine El Abidine Ben Ali, da Tunísia, e Hosni Mubarak, no Egito, e agora ameaçam terminar com o regime de 41 anos na Líbia, do ditador Muamar Kadafi.

Esta série prova como tornou-se difícil controlar o mundo atualmente, interligado pelo cibernético, e mais difícil ainda lutar contra revoltas de massa. O desejado sempre foi a queda dos governos totalitários, mas a facilidade de chegar à informação fora do país controlado apenas acelerou este processo.

Controle deficiente

O controle dos meios de comunicação de massa transformou-se muito desde a chegada da tecnologia. Enquanto era fácil mandar e desmandar na televisão estatal, controlar os canais disponíveis ao povo e limitar meios no rádio e jornal impresso, a internet vai muito além. Não tem um dono, não tem um líder, e não tem limites de alcance.

Tomemos como exemplo o caso do ditador Muamar Kadafi, no controle da Líbia desde 1969, e lutando contra os atuais revoltosos. Motivados pela queda dos chefes de Estado da Tunísia e do Egito, os líbios trocaram informações entre si através de redes sociais, buscaram angariar o maior número de pessoas e agora dominam cidades e pressionam a queda do ditador.

Kadafi, ao contrário dos ditadores anteriores, não desistiu da sua empreitada pela continuação no poder e investiu no uso da força bruta. O déspota chegou ao ponto de bombardear cidades do seu próprio país, dentre aquelas controladas pelos revoltosos.

Busca por igualdade

As revoltas não chegaram ao fim. No Bahrein, manifestações pela queda do monarca já se intensificam, e tudo indica que pode ser o próximo país a perder o totalitarismo para as revoltas populares.

Os árabes dos países revoltosos não aprovavam a manutenção dos déspotas de seus países, buscavam um governo justo, consciente, mas mesmo com essas vontades, apenas com o advento da internet essas revoltas tornaram-se possíveis. A força que os manifestantes angariaram, os ideais que patrocinaram essa revolução, todos encontraram um meio de comunicação em comum com a internet.

Essas revoltas, denominadas Revolução de Jasmim, são o equivalente à busca pela democracia no ocidente de centenas de anos atrás. E embora não tenhamos como saber o resultado, o fato é que um inevitável mundo novo acaba de florescer, e somos todos testemunhas. Graças à internet.