segunda-feira, 28 de março de 2011

Virtual e exponencial

Você liga o computador. Abre seu navegador favorito. Acessa o Twitter, talvez o Facebook. Faz uma checagem rápida da caixa de e-mails, confere as notícias locais e do mundo, pára por um segundo e pensa se esqueceu alguma coisa. Então, lembra: eu estava realmente precisando de X. Abre uma nova aba, acessa um site de busca ou de comparação de preços e começa a comprar. X, nesse caso, pode ser qualquer produto, mas o meio de encontrá-lo vai ser o mesmo: a internet.

O e-commerce, ou comércio eletrônico, é o nome que define a prática de compra através da web. Desde 2004, quando faturou R$ 1,75 bilhão, o e-commerce nacional cresceu em uma escala gigantesca. O mercado amadureceu, teve mais lucro ano após ano, e, em 2010, venceu todas as expectativas - que previam entre 20 e 30% de aumento comparado a 2009 - e atingiu 40% de crescimento em um único ano, chegando aos R$ 14,8 bilhões. O ano de 2011 é encarado, já, como promissório. A expectativa, desta vez, é de um lucro de R$ 20 bilhões.

O número de consumidores também atinge níveis inesperados. Foram registradas 40 milhões de compras no ano de 2010, partindo de 23 milhões de consumidores. Em média, os compradores gastaram R$ 373 com cada compra. Entre os produtos mais procurados estão eletrodomésticos, livros, produtos de informática, eletrônicos, produtos cosméticos e medicamentos.

Um dos motivos para tanto acréscimo na quantidade de vendas são as inúmeras vantagens oferecidas. Uma loja online, por exemplo, está sempre aberta. Imagine mais esta situação: saiu do trabalho às 19h e encontrou o comércio da sua cidade fechado? Sem problemas. Em vez disso, acessa o Submarino (um dos mais populares sites de compras do Brasil) e escolhe com calma e tranqüilidade aquele livro que estava interessado há dias. Na saída, mais comodidade: rapidez na cobrança e segurança na hora de colocar o número do seu cartão de crédito.

Não bastasse essa praticidade, ainda há a diferença de preço. Eliminando o intermediário, o consumidor acaba pagando apenas pelo produto e pela entrega, e quase sempre termina por ser mais barato que nas lojas tradicionais. No exemplo citado, um livro, que custou menos comprado pela internet e entregado em até dois dias foi muito mais fácil do que ter ido até a livraria e comprado na hora. E você só esperou chegar. Sem precisar sair de casa.

A nova geração compra muito. E agora, compra muito pela internet. É fácil perceber. Mais um dado interessante: ao perguntar, rapidamente, para quatro jovens entre 20 e 22 anos por que eles compravam na internet todos deram a mesma resposta: "É mais prático, mais barato e mais fácil". No entanto, toda ação tem uma reação. O e-commerce cresceu. Como ficou o comércio tradicional?

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