Revoltas árabes e sua velocidade de alcance ao ocidente impressionam o mundo.
O inconformismo no mundo árabe tratou de mudar o panorama que há muitos anos continuava sendo constante. Desde o dia 14 de janeiro, revoltas populares derrubaram os ditadores Zine El Abidine Ben Ali, da Tunísia, e Hosni Mubarak, no Egito, e agora ameaçam terminar com o regime de 41 anos na Líbia, do ditador Muamar Kadafi.
Esta série prova como tornou-se difícil controlar o mundo atualmente, interligado pelo cibernético, e mais difícil ainda lutar contra revoltas de massa. O desejado sempre foi a queda dos governos totalitários, mas a facilidade de chegar à informação fora do país controlado apenas acelerou este processo.
Controle deficiente
O controle dos meios de comunicação de massa transformou-se muito desde a chegada da tecnologia. Enquanto era fácil mandar e desmandar na televisão estatal, controlar os canais disponíveis ao povo e limitar meios no rádio e jornal impresso, a internet vai muito além. Não tem um dono, não tem um líder, e não tem limites de alcance.
Tomemos como exemplo o caso do ditador Muamar Kadafi, no controle da Líbia desde 1969, e lutando contra os atuais revoltosos. Motivados pela queda dos chefes de Estado da Tunísia e do Egito, os líbios trocaram informações entre si através de redes sociais, buscaram angariar o maior número de pessoas e agora dominam cidades e pressionam a queda do ditador.
Kadafi, ao contrário dos ditadores anteriores, não desistiu da sua empreitada pela continuação no poder e investiu no uso da força bruta. O déspota chegou ao ponto de bombardear cidades do seu próprio país, dentre aquelas controladas pelos revoltosos.
Busca por igualdade
As revoltas não chegaram ao fim. No Bahrein, manifestações pela queda do monarca já se intensificam, e tudo indica que pode ser o próximo país a perder o totalitarismo para as revoltas populares.
Os árabes dos países revoltosos não aprovavam a manutenção dos déspotas de seus países, buscavam um governo justo, consciente, mas mesmo com essas vontades, apenas com o advento da internet essas revoltas tornaram-se possíveis. A força que os manifestantes angariaram, os ideais que patrocinaram essa revolução, todos encontraram um meio de comunicação em comum com a internet.
Essas revoltas, denominadas Revolução de Jasmim, são o equivalente à busca pela democracia no ocidente de centenas de anos atrás. E embora não tenhamos como saber o resultado, o fato é que um inevitável mundo novo acaba de florescer, e somos todos testemunhas. Graças à internet.
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